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Catarata

Quando operar a catarata? Sinais de que chegou a hora

A hora de operar a catarata é quando ela começa a atrapalhar a sua rotina, e não quando ela amadurece. Veja os sinais, os riscos de adiar e como é a avaliação.

25 de setembro de 2026 · Por Dra. Gabriela Traiano, oftalmologista · CRM-PR 31035 · RQE 20405

A hora de operar a catarata é quando ela começa a atrapalhar a sua rotina: dirigir, ler, trabalhar, cozinhar ou andar com segurança. Não é preciso esperar que ela "amadureça". Hoje, a indicação depende do impacto da catarata na sua visão e na sua vida, e é definida em consulta, depois de um exame completo dos olhos. Neste artigo, você entende quais sinais indicam que chegou o momento de uma avaliação e por que adiar demais pode complicar o tratamento.

O que é a catarata?

A catarata é a perda de transparência do cristalino, a lente natural que fica atrás da íris e ajuda a focar as imagens. Com o tempo, o cristalino fica opaco e amarelado, e a luz passa a chegar à retina de forma borrada, como se você olhasse através de um vidro embaçado.

Na maioria das pessoas, a catarata está ligada ao envelhecimento e costuma aparecer a partir dos 50 ou 60 anos. Ela também pode surgir mais cedo em quem tem diabetes, usa corticoides por muito tempo, sofreu um trauma no olho ou tem muita exposição ao sol sem proteção.

A catarata não é uma "pele" que cresce sobre o olho, e não é possível removê-la com colírio, vitamina ou exercício. O único tratamento que devolve a transparência é o procedimento cirúrgico, em que o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular.

Precisa esperar a catarata amadurecer?

Não. A ideia de esperar a catarata amadurecer vem de uma época em que a técnica cirúrgica era outra. O cristalino era retirado inteiro, por uma incisão grande, e uma catarata mais endurecida facilitava esse tipo de procedimento.

Hoje a técnica padrão é a facoemulsificação: por uma incisão de poucos milímetros, o cristalino é fragmentado por ultrassom e aspirado, e uma lente dobrável é implantada no lugar. Com essa técnica, a lógica se inverteu. Uma catarata muito avançada exige mais energia para ser fragmentada e torna o procedimento mais delicado.

Por isso, as sociedades de oftalmologia orientam que a decisão seja tomada com base na função visual, ou seja, no quanto a catarata limita o seu dia a dia, e não no estágio em que ela está.

Quais sinais indicam que chegou a hora de uma avaliação?

A catarata avança devagar, e muita gente se adapta sem perceber. Por isso, vale prestar atenção nestes sinais:

  • Você troca de óculos com frequência e, mesmo assim, não volta a enxergar bem
  • Os faróis dos carros ofuscam muito à noite, a ponto de você evitar dirigir depois que escurece
  • As cores parecem mais apagadas ou amareladas do que antes
  • Você precisa de muito mais luz para ler, costurar ou fazer trabalhos manuais
  • Rostos e placas ficam difíceis de reconhecer a distância
  • Você deixou de fazer atividades de que gostava por causa da visão

Se você se identificou com um ou mais desses sinais, é hora de procurar uma avaliação. Só o exame mostra se a causa é a catarata ou outra alteração, como um problema na retina ou no nervo óptico.

O que acontece se eu adiar demais?

Adiar a avaliação por muito tempo traz riscos que vão além da visão embaçada. A catarata avançada aumenta a chance de quedas e de acidentes, principalmente em pessoas mais velhas, e pode tirar a autonomia para dirigir, trabalhar e cuidar da casa.

Do ponto de vista técnico, uma catarata muito densa torna o procedimento mais trabalhoso e pode deixar o olho mais inflamado no pós-operatório. Em casos raros, a catarata muito avançada pode aumentar a pressão dentro do olho e causar inflamação, situações que exigem tratamento mais urgente.

Há ainda um efeito menos lembrado: com a visão comprometida, a pessoa tende a sair menos, ler menos e conviver menos. Enxergar bem faz parte da qualidade de vida em qualquer idade.

Como é a avaliação para a cirurgia de catarata?

A avaliação começa com uma consulta oftalmológica completa. A médica mede a visão, examina o cristalino com a lâmpada de fenda, mede a pressão do olho e avalia a retina. É nessa conversa que você conta como a visão tem atrapalhado a sua rotina e o que espera do tratamento.

Se houver indicação, são solicitados exames para planejar o procedimento. Os mais comuns são:

  • Biometria: mede o comprimento do olho e é a base para calcular o grau da lente intraocular
  • Microscopia especular: avalia as células da córnea, importantes para a recuperação
  • Topografia de córnea: mostra a curvatura da córnea e se há astigmatismo
  • OCT de mácula: examina a região central da retina, quando necessário

Com os exames em mãos, a médica explica as opções de lente adequadas ao seu caso, como é o dia do procedimento e quais cuidados são necessários depois.

E se eu tiver catarata nos dois olhos?

É comum que a catarata apareça nos dois olhos, nem sempre no mesmo ritmo. Nesses casos, cada olho é operado em um dia diferente. O intervalo entre um e outro é definido pela médica, de acordo com a recuperação do primeiro olho.

Operar os dois olhos, quando os dois têm indicação, costuma equilibrar a visão e facilitar a adaptação. Ficar muito tempo com um olho operado e o outro com catarata avançada pode deixar a visão desigual e desconfortável.

Como é a avaliação no Conttemple, em Francisco Beltrão?

No Conttemple Hospital de Olhos, a consulta, os exames, o procedimento e os retornos acontecem na mesma estrutura, em Francisco Beltrão. O hospital tem centro cirúrgico próprio, com duas salas de cirurgia, e recebe pacientes de todo o sudoeste do Paraná.

Para quem vem de outra cidade da região, a equipe procura organizar a consulta e os exames no mesmo dia sempre que possível, para diminuir o número de viagens. Basta avisar a recepção de onde você vem já no primeiro contato.

Quando devo procurar a oftalmologista?

Se a sua visão mudou e isso tem atrapalhado o seu dia a dia, não espere a catarata amadurecer. Uma consulta mostra se a causa é mesmo a catarata e qual é o melhor momento para tratá-la. A indicação do procedimento é sempre individual e depende da avaliação e dos exames de cada paciente.

Dra. Gabriela Traiano
Dra. Gabriela TraianoOftalmologista · fundadora do Conttemple Hospital de Olhos · CRM-PR 31035 · RQE 20405

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta: toda indicação depende de avaliação individual e dos exames de cada paciente.

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